Para se ter uma vida promissora e cheia de realizações, é preciso crescer. Por mais simples que pareça, o processo de crescimento não é fácil, ele pode causar dor.

Crescer dói porque exige mudança, e mudar leva à quebra de hábitos, confronta medos, gera renúncia, solicita esforço e muitas vezes despedidas. Crescer é abrir mão do conhecido, do que é comum; é encarar responsabilidades que não existiam, é ultrapassar limites internos. Tudo isso gera dor. Mas é um tipo de dor que vem do processo e, com o passar do tempo, se transforma em resultados magníficos.
Durante esse processo, é normal, saudável e até necessário desacelerar. O crescimento não é uma linha reta, trata-se de ritmo. Ou seja, há momentos de avanço rápido e há fases de pausa, ajustes e fortalecimento interno.
Desacelerar não é retroceder. Esse é o momento em que:
- há a reorganização emocional.
- a mente assimila o que foi aprendido.
- as raízes se aprofundam.
Na natureza, tudo que cresce duradouramente passa por estações. Nenhuma árvore frutifica o ano inteiro. No entanto, é preciso ter em mente que, o problema não é desacelerar, mas parar por medo ou desistir por cansaço.
Estagnar dói mais, porque corrói por dentro. Quando a pessoa fica parada no mesmo lugar por comodismo, medo ou apego, a dor não é imediata, ela vai corroendo e consumindo o indivíduo lentamente. Vem em forma de arrependimento, amargura, culpa e seguido pela pergunta: “E se eu tivesse tentado?” É a dor de ter negado o próprio potencial.
Ou seja, a dor do crescimento machuca, mas transforma. Enquanto a dor da estagnação parece confortável, mas aprisiona, rouba a identidade e a esperança.